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Dead Snow (2009), de Tommy Wirkola

60deadsnowA sinopse não precisa ser maior que isso: zumbis nazistas na neve. Curioso como uma ideia aparente tão boa e óbvia para qualquer fã de cinema fantástico tenha demorado tanto pra ser colocada em prática (desconheço outro com premissa igual; alguém?). Teve de ser mesmo esse norueguês aparentemente maluco chamado Tommy Wirkola, que já cometeu uma paródia de “Kill Bill”, pelo jeito não muito boa. O resultado aqui até que é interessante. O acabamento é duvidoso e a fotografia é medíocre, mas atuações e a festa gore seguram o interesse por uma trama nonsense sobre um grupo de amigos de férias nas montanhas que topa com nazistas gananciosos. O tom aqui é mais Sam Raimi que George Romero: os zumbis correm, o humor é histérico e abundante e os sobreviventes mais longevos usam, sim, uma serra elétrica. Pena que a boa intenção seja soterrada por uma devoção exagerada a “Evil Dead” e pouca vontade de invenção. Homenagem demais parece plágio e preguiça.

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The Night of the Hunter (1955), de Charles Laughton

59nighthunterFaz sentido que este seja o primeiro e único filme de Laughton: é uma bagunça corajosa e inconsequente da melhor qualidade. Incrível como o homem encaixa tantos registros diferentes numa só trama – thriller, melodrama, fábula – num arranjo não exatamente fluido, mas muito bem feito, até mesmo em sua artificialidade proposital. O personagem de Robert Mitchum, um falso pastor serial killer, é tão odioso que passa a ser fascinante. Sua silhueta cavalgando na contraluz naquela cena do estábulo (belo truque de falsa perspectiva) é daquelas que ficam impressas na retina.

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A Bittersweet Life (2005), de Kim Ji-woon

58bittersweetIsso aqui é obra prima. O que esse sul-coreano Kim Ji-woon filma é coisa de outro mundo. Trata-se de uma trama de vingança: o capanga que é punido de forma cruel pelo chefe mafioso por um “erro” bobo, sobrevive e devolve a violência em dose ainda maior. A diferença é o uso da cor, a câmera fluida, a delicadeza no retrato do heroi. E, mais ainda, as cenas de ação absolutamente geniais. A melhor delas lembra a cena de luta no corredor em ‘Old Boy’, só que mais frenética e sem o plano-sequência, além de capangas tendo o rosto raspado na parede ou os corpos incendiados. Recomendo muito.

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The Escapist (2008), de Rupert Wyatt

57escapistDrama de prisão tão ausente de ideias que chega a desestimular a conclusão deste parágrafo. Tem atuações decentes do Brian Cox e etc, mas por outro lado tem o Seu Jorge num papel apenas um pouco mais falante do que em ‘A Vida Aquática com Steve Zissou’. Outro daqueles que abre mão da linearidade apenas como truque – e, pior, no fim se percebe que o truque era, afinal, a própria razão de ser do filme, que não tem mais nada de interesse. A não ser que ver o Damian Lewis interpretando a bichinha cruel da cadeia seja o fetiche de alguém.

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Synecdoche, New York (2008), de Charlie Kaufman

56synecdocheDá um certo alívio ver que o próprio Charlie Kaufman tem noção do quão melodramáticos e emocionalmente distorcidos são seus roteiros. O início, num tom de comédia incômoda, com personagens sucumbindo a paranoias médicas e psiquiátricas, fuçando a própria merda na privada atrás de indícios de doença, serve como âncora semi-realista para a os dois terços seguintes, em que Kaufman vai mais longe que nunca nos delírios metalinguísticos e existenciais. Há boa dose de invenção aqui, mas a serviço de uma visão de mundo tão histérica e desesperada que a sensação geral é de afogamento. Kaufman, escreva uma comédia para o Rob Schneider (meu coringa) e relaxe um pouco, que diabos.

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How to Lose Friends & Alienate People (2008), de Robert B. Weide

howtolosefriendsDas raras comédias que não me fizeram rir, mesmo que displicentemente ou pelos motivos errados. E isso mesmo com Simon Pegg, exagerado e estridente aqui. Trata-se de uma espécie de “Diabo Veste Prada” no mundo das celebridades do cinema, com a diferença de que o protagonista é ainda mais irritante e desprezível que os coadjuvantes. Filme indeciso entre a crítica e o abraço ao universo em se situa, acaba sendo, basicamente, um nada. A guinada romântica no terceiro ato soa forçada como o sotaque nordestino das novelas da Globo.

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