01/08/2009

Mudamos

Amigos, o que vi passa a ser comentado em novo endereço. Anotem, por gentileza

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Até!

13/05/2009

Dead Snow (2009), de Tommy Wirkola

60deadsnowA sinopse não precisa ser maior que isso: zumbis nazistas na neve. Curioso como uma ideia aparente tão boa e óbvia para qualquer fã de cinema fantástico tenha demorado tanto pra ser colocada em prática (desconheço outro com premissa igual; alguém?). Teve de ser mesmo esse norueguês aparentemente maluco chamado Tommy Wirkola, que já cometeu uma paródia de “Kill Bill”, pelo jeito não muito boa. O resultado aqui até que é interessante. O acabamento é duvidoso e a fotografia é medíocre, mas atuações e a festa gore seguram o interesse por uma trama nonsense sobre um grupo de amigos de férias nas montanhas que topa com nazistas gananciosos. O tom aqui é mais Sam Raimi que George Romero: os zumbis correm, o humor é histérico e abundante e os sobreviventes mais longevos usam, sim, uma serra elétrica. Pena que a boa intenção seja soterrada por uma devoção exagerada a “Evil Dead” e pouca vontade de invenção. Homenagem demais parece plágio e preguiça.

13/05/2009

The Night of the Hunter (1955), de Charles Laughton

59nighthunterFaz sentido que este seja o primeiro e único filme de Laughton: é uma bagunça corajosa e inconsequente da melhor qualidade. Incrível como o homem encaixa tantos registros diferentes numa só trama – thriller, melodrama, fábula – num arranjo não exatamente fluido, mas muito bem feito, até mesmo em sua artificialidade proposital. O personagem de Robert Mitchum, um falso pastor serial killer, é tão odioso que passa a ser fascinante. Sua silhueta cavalgando na contraluz naquela cena do estábulo (belo truque de falsa perspectiva) é daquelas que ficam impressas na retina.

01/05/2009

A Bittersweet Life (2005), de Kim Ji-woon

58bittersweetIsso aqui é obra prima. O que esse sul-coreano Kim Ji-woon filma é coisa de outro mundo. Trata-se de uma trama de vingança: o capanga que é punido de forma cruel pelo chefe mafioso por um “erro” bobo, sobrevive e devolve a violência em dose ainda maior. A diferença é o uso da cor, a câmera fluida, a delicadeza no retrato do heroi. E, mais ainda, as cenas de ação absolutamente geniais. A melhor delas lembra a cena de luta no corredor em ‘Old Boy’, só que mais frenética e sem o plano-sequência, além de capangas tendo o rosto raspado na parede ou os corpos incendiados. Recomendo muito.

30/04/2009

The Escapist (2008), de Rupert Wyatt

57escapistDrama de prisão tão ausente de ideias que chega a desestimular a conclusão deste parágrafo. Tem atuações decentes do Brian Cox e etc, mas por outro lado tem o Seu Jorge num papel apenas um pouco mais falante do que em ‘A Vida Aquática com Steve Zissou’. Outro daqueles que abre mão da linearidade apenas como truque – e, pior, no fim se percebe que o truque era, afinal, a própria razão de ser do filme, que não tem mais nada de interesse. A não ser que ver o Damian Lewis interpretando a bichinha cruel da cadeia seja o fetiche de alguém.

29/04/2009

Synecdoche, New York (2008), de Charlie Kaufman

56synecdocheDá um certo alívio ver que o próprio Charlie Kaufman tem noção do quão melodramáticos e emocionalmente distorcidos são seus roteiros. O início, num tom de comédia incômoda, com personagens sucumbindo a paranoias médicas e psiquiátricas, fuçando a própria merda na privada atrás de indícios de doença, serve como âncora semi-realista para a os dois terços seguintes, em que Kaufman vai mais longe que nunca nos delírios metalinguísticos e existenciais. Há boa dose de invenção aqui, mas a serviço de uma visão de mundo tão histérica e desesperada que a sensação geral é de afogamento. Kaufman, escreva uma comédia para o Rob Schneider (meu coringa) e relaxe um pouco, que diabos.

12/04/2009

How to Lose Friends & Alienate People (2008), de Robert B. Weide

howtolosefriendsDas raras comédias que não me fizeram rir, mesmo que displicentemente ou pelos motivos errados. E isso mesmo com Simon Pegg, exagerado e estridente aqui. Trata-se de uma espécie de “Diabo Veste Prada” no mundo das celebridades do cinema, com a diferença de que o protagonista é ainda mais irritante e desprezível que os coadjuvantes. Filme indeciso entre a crítica e o abraço ao universo em se situa, acaba sendo, basicamente, um nada. A guinada romântica no terceiro ato soa forçada como o sotaque nordestino das novelas da Globo.

12/04/2009

Ong bak 2 (2008), de Tony Jaa

ongbak2Estava curioso para ver como Tony Jaa, astro tailandês das artes marciais, se sairia dirigindo a si mesmo. O resultado é previsível: o estreante Jaa é generoso consigo, apesar do limitado vocabulário cinematográfico de que dispõe. As cenas de ação são quase todas filmadas em planos laterais baixos e abertos, sem grandes esforços de exploração do tempo pela montagem. São, claro, lutas divertidas de se ver, mas o tom aqui é solene demais. Jaa havia estrelado o anterior “Ong Bak“, que não tem absolutamente nenhuma relação com este, apesar do numeral indicando uma sequência: no original, o cenário era urbano e contemporâneo, sendo que aqui a ação é de época, em vilarejos e florestas. O tom buscado é da ordem do épico, mas a história não colabora – jovem tem sua família assassinada e é recrutado e treinado por um bando de piratas; busca vingança etc; tudo contado de forma bobamente retorcida, talvez com a intenção de mostrar-se sofisticado. Preferia muito mais o filme anterior, mais vivo e bem-humorado. Pelo visto, devem querer transformar isso em cinessérie. Passo.

12/04/2009

The Last Detail (1973), de Hal Ashby

lastdetailAo mesmo tempo em que as limitações sobre vocabulário e palavrões eram afrouxadas em Hollywood, Robert Towne assina esse bom roteiro boca-suja sobre uma dupla de marinheiros (Jack Nicholson, em chamas, e Otis Young) encarregada de levar um jovem para a prisão naval por oito anos. No caminho, decidem oferecer ao moleque algumas aventuras pra que ele viva um pouco antes de ser encarcerado etc. A estrutura quase episódica é mais uma forma de estudar os ótimos personagens e vê-los à solta, arruaçando e desafiando convenções, leis e autoridades, revoltados com a aparente injustiça da prisão do moleque – condenado por roubar uma grana da caixinha de caridade organizada pela esposa de um graúdo na Marinha. Tratando-se de um filme essencialmente setentista, é pessimista: a revolta dos personagens não abala estrutura de poder nenhuma e tudo acaba como começou. A hierarquia se mantém.

04/04/2009

Blue Collar (1978), de Paul Schrader

52bluecollarPrimeiro filme de Schrader na direção, impusionado por seu roteiro em “Taxi Driver”. E que puta estreia. Schrader e o irmão, Leonard, formulam uma agresiva trama sobre a luta de classes em que os sindicatos, quando falhos ou corruptos, tornam-se piores inimigos dos trabalhadores do que as próprias empresas exploradoras. Curioso que, mesmo lendo a sinopse e conhecendo a parte da obra de Schrader, esperei por, no mínimo, uma comédia dramática, induzido pela presença de Richard Pryor e sua cara sorridente no pôster. Nada mais errado. Ri-se pouco aqui. Pryor, Harvey Keitel e Yaphet Kotto formam o trio de operários que decide roubar o cofre do sindicato ao perceber que seus dirigentes usam da posição para acomodar-se, sem trazer benefícios para os trabalhadores. A descrição que faço faz parecer este um filme ingênuo, o que não me parece ser – Schrader cria um drama convicente que justifica a ideia absurda do trio, mas ao mesmo tempo sempre cria armadilhas e contradições para as ações dos protagonistas, que em certo momento da narrativa se colocam um contra o outro numa conclusão brilhante.

04/04/2009

Election (2005), de Johnnie To

51electionFilme geladíssimo de To sobre o processo de eleição do chefe de uma máfia japonesa. Ninguém se salva na história, que oscila entre loucos, calculistas e capangas meio acéfalos. To tem o mérito de não glamourizar nada e filmar com economia, mas é decididamente um filme desértico, sem pontos de apoio. Há quem goste; achei apenas interessante do ponto de vista conceitual, mas sacal de se acompanhar. Deve ser, também, razoavelmente realista. No filme, alguns personagens graúdos exaltam o caráter democrático de uma eleição abertamente temperada por subornos e favorecimentos de todos os lados, ao mesmo tempo que tentam preservar sua tradição, representada na transmissão de determinado objeto simbólico, caçado com voracidade. Como na política legítima, o jogo de cena sobressai.

02/04/2009

Gran Torino (2008), de Clint Eastwood

50grantorinoClint, esse velhinho maravilhoso, é talvez o único diretor americano em atividade com condição de fazer filmes com grande senso de moral sem que soem moralistas. Aqui, a relação do protagonista Walt Kowalski, um veterano da Guerra da Coréia, com o “outro” – figura que assume ares de vilão de filmes de horror e catalisador de críticas ao “nós” em filmes panfletários – é reservada: é preciso conhecê-lo, já que não são todos iguais. Na verdade, a própria relação com o “nós” é passível de reavaliação, como a de Walt com a própria família. Assim como em “Menina de Ouro”, os laços de sangue significam pouco, e o acerto com deus significa menos ainda se não há o acerto consigo próprio.

É daqueles clássicos instantâneos que desperta a velha pergunta retórica “porque não fazem mais filmes como esse?”. A resposta é, em parte, simples: porque é preciso talento. E, principalmente, clareza, tanto sobre a natureza das próprias certezas quanto sobre a extensão das próprias dúvidas.

01/04/2009

MASH (1970), de Robert Altman

49mashAcho incrível como essa comédia é, para padrão de qualquer época, subversiva. Altman faz todo o possível para desmontar o gênero: filme sem trama, mas sem ser estruturado em torno de esquetes; câmera às vezes sem foco, objetos obstruindo o enquadramento; diálogos sobrepostos, caóticos e sujos; personagens entre insanos e cruéis, fazendo piadas de mau gosto enquanto operam soldados abertos numa mesa de cirurgia. E tudo isso sendo, enfim, hilário. E também raivosamente antimilitar e anti-religioso.

31/03/2009

Dellamorte Dellamore (1994), de Michele Soavi

48cemeterymanQue filme excêntrico. Soavi, que camelou como diretor assistente de Lamberto Bava, Joe D’amato e Dario Argento, faz aqui um filme único no tom ao mesmo tempo delirante e displicente. Rupert Everett, surpreendentemente bom, é o coveiro num cemitério em que os mortos, depois de sete dias, levantam-se das covas. Seu trabalho, encarado com naturalidade, é enfiar balas na cabeça dos zumbis e reencaminhá-los para a tumba. Com relativamente pouco gore, Soavi faz uma mistureba curiosa de horror, romance, comédia e drama, embalados numa trama que talvez se preste a interpretações desvairadas sobre seu real significado – seria a manifestação da psique conturbada de um dos personagens secundários? Não sei. A graça aqui é ver como Soavi amarra tudo num trabalho de câmera e edição muito criativo e divertido de se ver. Dá gosto.

25/03/2009

Redacted (2007), de Brian De Palma

47redactedEstranho e virulento filme-colagem de De Palma, que foge aqui de seu formalismo brilhante em favor de um trabalho raivoso e irreconciliável de questionamento da mídia e da imagem gravada – e, claro, da própria guerra no Iraque. Filmado de forma a reproduzir as imagens toscas de vídeos de YouTube, câmeras digitais amadoras e reportagens de televisão, De Palma trata do episódio em que um grupo de soldados norte-americanos estupra uma garota iraquiana e a mata, assim como sua família. A mensagem anti-guerra é tão enfática que quase encobre a discussão mais sutil em torno da artificialidade nessas imagens – “essa câmera não mente”, diz o soldado “estudante de cinema” que filma tudo à sua volta; “isso é besteira”, responde o outro. É curioso como no filme a lente atua como catalisadora, ou pelo menos influenciadora, dos eventos registrados – é o relato filmado que parece conduzir o entrevistado a uma conclusão qualquer, a decapitação encenada para a câmera, o desabafo agravado pelo registro online. Ela, mais do que mentir, levaria a própria realidade a se distorcer para caber em seu molde.

23/03/2009

Bring Me the Head of Alfredo Garcia (1974), de Sam Peckinpah

46Daqueles filmes aparentemente pensados e produzidos em torno do título – e que belo título. Deve ser a obra-prima do Peckinpah. Warren Oates interpreta Benny, o pianista americano que parte em busca do tal Alfredo Garcia, cuja cabeça foi posta a prêmio por um coronel mexicano por ter engravidado sua filha. Garcia, no entanto, já está morto – acidente de carro. Mas a recompensa – ódio puro, irracional e, diríamos, pouco pragmático – exige apenas a cabeça do cara, não importa o contexto em que ela tenha sido separada do corpo. Mais que uma história em que a violência se perpetua num círculo vicioso de início arbitrário, Peckinpah filma com delicadeza a discussão de relação de Benny e sua namorada prostituta, faz suas tradicionais sequências de ação em câmera lenta (gloriosas, como sempre) e ainda esquadrinha o molde tarantinesco nas surreais cenas em que Benny conversa com a cabeça em estado de putrefação de Alfredo Garcia. Sensacional.

16/03/2009

Dirty Work (1998), de Bob Saget

45dirtyworkO interesse aqui é o GÊNIO Norm Macdonald, ex-integrante do “Saturday Night Live” e comediante especializado num tipo de humor difícil de fazer e de se fazer entender, que é o da piada de contrapé, do comentário surreal, de um certo tipo de aleatoriedade com frequente tendência ao ofensivo (assistam a este exemplo, por favor). Neste filme lotado de pontas de gente boa e conhecida (Chris Farley, Adam Sandler, Chevy Chase, David Koechner, Don Rickles etc), Norm, também roteirista, cria uma história de vingança que é o cúmulo do banal e a transforma num exercício de criação de situações e diálogos estranhos e de punchline às vezes pouco óbvio. É uma das razões que fez do filme um fracasso absoluto de crítica e público – ao mesmo tempo que aparenta ser uma comédia ordinária, sua entonação foge completamente do padrão.

16/03/2009

Milk (2008), de Gus Van Sant

44milkPosso estar muito errado sobre isto (claro), mas vejo nessa cinebiografia uma falta de carinho em relação ao seu assunto, o político e ativista gay Harvey Milk. Trata-se de um personagem muito amado por outros personagens – principalmente o do ótimo James Franco, o ator mais caloroso em atividade – mas usado como uma ferramenta ideológica pelo roteiro e pela direção. O filme descarta quase completamente o passado de Milk antes de sua decisão de se tornar político. É, para todos os efeitos, um instrumento de persuasão. Sean Penn é maravilhoso no papel, mas é uma interpretação que me parece ter suas engrenagens tão expostas quanto a do próprio filme: Penn parece buscar um Harvey Milk irresistivelmente carismático como forma de contrabando de um discurso monolítico de igualdade sexual – perfeitamente louvável e até mesmo bonito, mas que torna o filme um discurso reto e obtuso.

10/03/2009

Watchmen (2009), de Zack Snyder

43watchmenposterfinalEscrevo ainda em processo de digestão, mas meu juízo desse primeiro contato com o filme está indefinido basicamente na intensidade do desgosto, se profundo e irremediável ou apenas profundo.

Como convém entre quem escreve sobre “Watchmen”, registro que li a HQ e dela sou fã entusiasmado, além de integrante do clube “Watchmen é infilmável, DESISTAM”. A suspeita um tanto obtusa está, imagino, confirmada em parte. Por mais que a ânsia replicadora de Zack Snyder tenha rendido um filme bem próximo da superfície dos quadrinhos, o que de melhor Alan Moore e Dave Gibbons criaram parece ter ficado de fora.

Tento, aqui, julgar o filme por seus méritos na tela, mas é difícil separá-lo totalmente do material original – diabos, o próprio diretor e o estúdio divulgaram à exaustão o cuidado com a fidelidade à obra original. É justo considerá-la no horizonte, ao menos.

O tom do filme, por exemplo. Enquanto a HQ lida o tempo todo com oposições, ambiguidades, paradoxos e contradições a partir de diversos pontos de vista, o filme assume Rorschach como condutor, figura tratada como heróica e trágica, mesmo que doentia. Há um vilão evidente, há cenas de ação eufóricas, há um final excessivamente arrastado e dramático – tudo o que a HQ e sua lógica interna evitavam. Elementos, no entanto, que podem até fazer sentido numa adaptação menos ambiciosa.

Mas Snyder é ambicioso – o cuidado com os enquadramentos e com a direção de arte impressiona -, apesar de limitado nos seus recursos dramáticos. Trata-se de um filme longo que parece apressado. Identifico o mesmo defeito (em menor escala) que vi em “Sin City”, outra adaptação dos quadrinhos: o ritmo de uma HQ, ditado pela posição, quantidade e tamanho dos quadros, parece ser achatado na transição para a tela numa sequência virtualmente incansável de cenas sendo empilhadas. Como o filme é todo articulado numa só intensidade, seu fim se esvazia e a sensação geral é de dormência. Problema de adaptação fiel demais (no que não deveria) e inteligente de menos.

Há alguns momentos bons, como os flashbacks do Dr. Manhattan e sua origem, agridoces e estranhos, uma pequena peça de sci-fi bem polida em meio a um acidente de grandes proporções. A sequência dos créditos iniciais também funciona bem, com sua criação astuta de um todo um imaginário em torno da figura dos heróis ao som de Bob Dylan – provavelmente a única cena em que o uso da trilha funciona de verdade, com a já infame cena de sexo no lado oposto da escala.

O filme ao menos parece ter o grande mérito de ser polarizador, de pedir que seja discutido e pensado. Alan Moore tem boa parte de responsabilidade, mas Snyder também merece algum crédito. Sem ironia: foi até que uma boa tentativa.

10/03/2009

Frost/Nixon (2008), de Ron Howard

42frostnixonDepois do fim do filme, o impulso inevitável é de correr ao YouTube e caçar cenas da entrevista real de David Frost com Richard Nixon. Tenho dúvida se esse movimento diz algo contra ou a favor do filme. O cerne aqui é, claro, o embate psicológico (mais que intelectual) entre os dois personagens, que Ron Howard consegue reproduzir com habilidade. Mas a origem televisiva do assunto parece contaminar a linguagem, com aqueles entediantes depoimentos “documentais” dos personagens, um artifício que me parece preguiçoso. A melhor cena é, claro, aquela da ligação noturna entre Nixon e Frost, evento misterioso que fascina justamente por sua ambiguidade: existiu ou não? Sem a cena, o filme seria nada mais do que uma moldura banal para a grande interpretação de Frank Langella.